sábado, 16 de fevereiro de 2013

O Meteorito da Rússia


Justamente no dia previsto para a passagem “de raspão” de um asteroide pela Terra, (15 de Fevereiro de 2013) a imagem e os danos causados pela queda de um meteorito na Rússia chocaram o mundo. A passagem do asteroide 2012 DA14 a 27 mil quilômetros da Terra foi anunciada há mais de um mês, já o meteorito pegou todos de surpresa. Os astrônomos não puderam prever a sua vinda por causa do seu tamanho pequeno. Um astrônomo explicou que o meteorito que causou danos na Rússia não tinha nenhuma ligação com o asteroide. Este fato é assustador porque meteoritos podem vir contra a Terra sem serem vistos antes.
           Não há como não ligar este acontecimento ao texto de Lucas 21:11 “...Então sucederão eventos terríveis e surgirão poderosos fenômenos celestes.” Jesus falou isso não como astrônomo, mas como Profeta e Deus. É necessário considerar aquele cujas palavras ditas a tanto tempo, vem se cumprindo. Sem nenhum sensacionalismo, fica evidente como a humanidade depende tanto do seu Criador. Sem Ele nada podemos fazer.(Jo. 15:5).
A.D.D.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Gênesis: História ou Ciência?


Muitas pessoas tem dificuldades para aceitar a origem divina da Bíblia. Muitas dessas pessoas não acreditem na existência de Deus, enquanto outras podem até acreditar, mas não aceitam que Ele tenha inspirado as Sagradas Escrituras. Fazer com que pessoas acreditem que Deus existe é uma tarefa quase impossível para o homem, assim como provar que a Bíblia foi inspirada por Deus é tarefa igualmente  difícil.
Dentre os textos bíblicos mais perseguidos por críticos quanto à origem divina da Bíblia, encontra-se o primeiro capítulo do livro de Gênesis ou o primeiro capítulo da Bíblia. Mesmo aqueles que creem em Deus e nas Escrituras podem imaginar que existem conflitos entre os ensinamentos do primeiro capítulo bíblico e as melhores conclusões da ciência moderna. Talvez, um proeminente estudioso, que pensa saber o que seja História e Ciência não saberia dizer com exatidão se o primeiro capítulo da Bíblia é História ou Ciência. Contudo, conhecedores renomados da História tem afirmado que o primeiro capítulo da Bíblia não é somente histórico, mas é o próprio fundamento da História. Assim também no mundo científico, nomes como o de Lord Kelvin, homenageado no mundo científico, tem afirmado que: "a ciência física não tem nada a dizer contra a ordem da criação em Gênesis como dado."
Alguém pode objetar que a criação jamais poderia ter sido feita em seis dias de 24 horas como está em Gn. 01. Porém, todo aquele que tem familiaridade com a história da interpretação bíblica sabe que a palavra “dia” não representa apenas períodos de 24 horas, mas em outras passagens bíblicas, representa um período longo de tempo. Veja por ex. Joel 3:18-20 ; Zacarias 2:10-13; Zacarias 13:1-2.
Outro ponto polêmico em Gênesis 1 é que ele fala de "haver luz antes de o sol ter existido, e é absurdo pensar de luz antes do sol, a fonte da luz." A pessoa que diz isso mostra a sua ignorância da ciência moderna. Qualquer um que esteja familiarizado com a hipótese nebular, sabe que houve idades cósmicas de luz antes de o sol se tornar diferenciador entre a massa luminosa e a nebulosa.
 Mas o objetor pode ainda apontar contra o rigor científico de Gênesis 1, afirmando que a sua ordem da criação não é a ordem determinada pelas investigações da ciência moderna. O Professor JamesD. Dana (de Yale), disse que uma das razões por que ele acreditava que a Bíblia é a Palavra de Deus foi por causa do acordo maravilhosa da ordem da criação do Gênesis com a investigação científica. Isto concorda com o que Lord Kelvin afirmou no início deste artigo. É preciso dizer, no entanto, que os homens da ciência estão constantemente a mudar seus pontos de vista sobre o que foi a ordem exata da criação. Muito recentemente descobertas foram feitas que têm derrubado as teorias da ordem da criação realizada por muitos homens da ciência no passado. Descobertas recentes da ciência se harmonizam com a ordem de Gênesis 01.
Outra curiosidade de Gênesis 01 é quanto à criação original da Terra. Tudo leva a crer que ela não fora criada sem forma e vazia, mas por alguma razão, veio a tornar-se assim. As palavras traduzidas por "sem forma e vazia" são usadas ​​em qualquer outro lugar na Bíblia para revelar punição que Deus trouxe sobre pessoas e lugares por causa do pecado. Por exemplo, em Isaías 34:11, lemos sobre o julgamento que Deus há de trazer à Iduméia como punição por seus pecados com estas palavras: "Ele deve esticar uma linha de confusão e o prumo de vazio" (RV). As palavras hebraicas traduzidas por "confusão" e "vazio" são as mesmas que são traduzidas como "sem forma e vazia" em Gênesis 1:2. Jeremias 4:23-27 novamente: "Eu vi a terra, e eis que era sem forma e vazia". Em ambos os casos as palavras "sem forma e vazia" referem-se a uma ruína que Deus havia enviado como um castigo para o pecado, e a suposição é muito forte de que eles têm um significado semelhante em Gênesis 1.
A Bíblia declara expressamente que Deus não criou a terra "em vão" (Isaías 45:18). A palavra traduzida "em vão" nesta passagem é precisamente a que é traduzida "sem forma" em Gênesis 1:2. Na Versão Revisada de Gênesis 1:2 e Isaías 45:18 a palavra é traduzida em ambos os casos por "desperdício". Aqui, então, é uma declaração simples e específica na Bíblia que Deus não criou nada sem um propósito, por isso é claro que Gênesis 1:2 não pode se referir à criação original. A palavra traduzida "era" em Gênesis 1:2 pode perfeitamente ser traduzida por "tornou-se". Então Gênesis 1:2 seria: "E a terra tornou-se sem forma e vazia". Nesse caso, em Gênesis 1:1 temos a criação original da Terra. Em Gênesis 1:2 temos um breve, mas, sugestivo relato de como a Terra se envolveu em desolação e vazio, presumivelmente como punição do pecado de alguma raça pré-adâmica.
Se esta interpretação do capítulo 01 de Gênesis procede (e o argumento faz sentido), então é claro que este registro não pode, por qualquer possibilidade entrar em conflito com as descobertas da Geologia.
Rv. Alcimar D. Dias


Referência:
           Bible Difficulties, R. A. Torrey / Genesis 1--Historical And Scientific.

 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Será que o homem é o que pensa que é?



“O homem é assim como imagina no seu coração.” Provérbios 23.7

Todos nós somos muito influenciados por tudo aquilo que está dentro da nossa caixa de memória. Outro dia, estávamos em casa, revendo fotos antigas e dando risadas das roupas, dos penteados, das caras e de tudo mais que aparecia nas fotos de um álbum antigo da família.

Outras coisas como perfumes e músicas antigas também ativam a nossa caixa de memória e nos proporcionam sentimentos como: saudade, tristeza, ojeriza, alegria, etc.

O certo é que tudo que está na nossa caixa de memória acaba influenciando o nosso modo de pensar e de falar e principalmente o nosso discurso interior que é fruto do que está armazenado na nossa caixa de memória.

Não pretendo aqui dissertar sobre a análise do Discurso Interior, mas apenas chamar a sua atenção para o cuidado que devemos ter com o nosso monólogo interior que acontece constantemente em nossa mente e que é responsável por nos deixar com a auto-estima alta ou baixa, alegres ou tristes, animados ou desanimados e até provocar desentendimentos, discórdias, mal-entendidos, etc.

O Psicólogo Lev Semenovitch Vygotsky [1] postulou a idéia de que o desenvolvimento humano, principalmente o psicológico/mental depende da aprendizagem, na medida em que se dá por processos de internalização de conceitos, que são promovidos pela aprendizagem social. Esta teoria pode nos ajudar muito a entender a importância do meio social na formação dos conceitos que estão internalizados em nós. Isto tem a ver com a influência da família nos primeiros anos de vida de uma criança. A influência da Escola nos anos escolares. A influência dos amigos e de todos os relacionamentos sociais. Podemos concluir que a convivência com a Palavra de Deus, a vida de oração, o convívio com pessoas que tem muito a nos ensinar, a leitura de bons livros, a audição de boas músicas pode influenciar os nossos pensamentos, o nosso discurso interior.

A.D.D.


[1] Vygotsky nasceu em 1896 na Bielo-Rússia, que depois (em 1917) ficou incorporada à União Soviética, e mais recentemente voltou a ser Bielo-Rússia. Nasceu no mesmo ano que Piaget, mas viveu muitíssimo menos que este último, pois morreu de tuberculose em 1934, antes de completar 38 anos.
 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A costrução do Sentido Divino

"Havendo Deus , outrora falado, muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual tambem fez o universo." Hb 1:1 e 2

      O escritor aos hebreus inicia sua carta com a ideia de que Deus falou no passado e fala no presente. Um dos principais objetivos da fala é a construção e expressão do sentido. A fala de Deus é a construção e expressão do sentido divino, o que só poderia ser feito por alguem essencialmente divino que é o próprio Deus.
     O sentido divino, como auto-revelação de  Deus foi dado no passado de diversas maneiras aos pais pelos profetas. A diversidade de profetas que contribuiram para a construção do sentido divino compõe um fenômeno literário que talvez seja a maior evidência de que a Bíblia é de fato a Palavra de Deus. Por que pensar assim? A resposta é simples: qualquer escritor pode criar um personagem e atribuir a ele uma certa autonomia, contudo, este personagem jamais será maior do que o seu criador, pois se trata de um personagem previsível pelo criador. Sem o seu criador o personagem deixa de existir. Quanto aos escritores sagrados, foram meros servos fiéis em relatar tudo que recebiam da parte de Deus. Eles eram surpeendidos com o autor da revelação, pois recebiam sonhos, tinham visões, êxtases, ouviam a voz audível de Deus, recebiam predições proféticas (nem sempre agradáveis) que se cumpriam, por isso foram perseguidos, rejeitados, mortos.
       O fenômeno da construção do sentido divino prossegue na medida em que não foi apenas um escritor, mas foram 40 escritores que compuseram as Sagradas Escrituras. Foram pessoas que viveram em épocas e lugares bastante diferentes (pois a Bíblia levou um período de quase 2.000 anos para ficar completa). Foram homens de culturas diferentes e que viveram em ambientes sociais diferentes e apesar disso , não se acha em seus escritos nenhuma contradição sobre o sentido divino.
      O Deus revelado pelas Escrituras Sagradas não se deixa pertencer a nenhum escritor ou escritores humanos porque a Ele tudo pertence. As mentes humanas estão sob o seu controle. E assim aprouve a Ele, utilizar a instrumentalidade de homens previamente escolhidos para se revelar a humanidade numa linguagem humana, porém simples, clara e cheia de amor. O sentido divino está ao alcance da humanidade e por que rejeitá-lo e não antes conhecê-lo e aproveitá-lo?

Alcimar Dantas Dias


 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A Graça de Cristo.



  1. A Bíblia é por si e em si, suprema como Palavra
     de Deus revelada. 
    Gl. 2:16, refere-se a Cristo  como o descendente de Abraão, da mesma família de Abraão e principalmente pelo ítem da FÉ. Da família abraâmica como fidelidade de Deus em cumprir suas promessas e pela FÉ como ponto importantíssimo para a salvação , pois sem fé, é impossível alguém agradar a Deus. A lei serviu para mostrar a impossibilidade dos homens de serem salvos por méritos pessoais e Cristo veio como dom de Deus para salvar os homens de graça e por meio da fé. Hoje, funciona assim: quem está em Cristo, mesmo não sendo da raça judaica, é legalmente admitido como membro da família de Deus pela FÉ. O que era lei no V. T. não foi abolido e nem anulado por Deus, apenas se tornou em algo prazeroso e fácil de ser cumprido por aqueles que estão de fato em Cristo. Isto é devido a graça de Cristo que opera no coração dos que são de Cristo, tornando fácil e prazeroso andar na comunhão com Deus e na prática de sua santa vontade. " Mas, se alguém pecar , temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo."( IJo.2:1). Na vida dos que estão em Cristo, o pecado se tornou uma eventualidade, pode até ocorrer, mas como uma exceção, e em ocorrendo, valemo-nos da confissão a Cristo e da apropriação imediata do seu perdão e soerguimento para continuar a caminhada. Mas, para os que estão ainda sem Cristo, a situação de pecado é contínua e pode levar para o inferno, a menos que aconteça o novo nascimento. Na vida dos que estão em Cristo, a constante é a santidade e o pecado é uma eventualidade.

sábado, 24 de março de 2012

A Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém



O Domingo que antecede a Páscoa ficou conhecido por Domingo de ramos pelo fato de que foi naquele dia que Jesus entrou em Jerusalém de forma triunfante, embora montado em um jumentinho, foi recebido pela população com louvores e aclamado como Rei de Israel, “...cortavam ramos de árvores e espalhavam pela estrada” (Mt 21.8).

A mesma multidão, com exceção dos seus discípulos, mudou de opinião em uma semana depois e resolveu crucificar o Rei de Israel. O que nos chama a atenção nessa passagem bíblica é de fato, a insustentabilidade da opinião pública sobre Jesus Cristo. Ou melhor dizendo, o povo em geral é inconstante com relação à opinião e compromisso com Deus. Num momento, estão aclamando Jesus como Deus e em seguida, estão mandando o mestre para a cruz.

A inconstância da fé pública é tão grande que hoje em dia, há até aqueles que desviam o foco da pessoa de Jesus e resolvem reverenciar os ramos. Muitos talvez sabem que existe o domingo de ramos , mas não tem idéia do porquê. Outros resolvem idolatrar o jumento, tem até música de Luis Gonzaga homenageando o animal. E quanto a Jesus? Que vá para a cruz, seria a resposta de muita gente hoje.

Mas, como sempre é tempo de refletir, de repensar nossas palavras e comportamentos, voltemos nossa atenção para Jesus. Sejamos firmes em declarar que ele é o Rei, não apenas de Israel, mas do universo. Guardemos isso com temor e tremor no coração, pois sem Jesus, a nossa vida não é nada.


segunda-feira, 5 de março de 2012

Vivendo entre o Querer e o Dever

Jonh Piper escreve em seu livro "Provai e vede" sobre o conflito interno que existe nas pessoas, relacionado com o Dever e o Querer. Nem sempre o querer se conforma com o dever. E o que fazer para conciliar isso e assim adquirir uma vida de paz?

Evitar pensar sobre o dever tem sido uma estratégia de muitos. Muitas pessoas simplesmente não dedicam energia para pensar sobre o que deveriam estar fazendo em vez do que estão fazendo.

Interpretar que o querer se parece com o dever é outra estratégia que muitos usam.

Outros reunem os poderes da vontade para realizar o dever embora o querer esteja ausente do coração.

A hipocrisia oculta o querer e finge que ele não existe enquanto a sinceridade admite que o querer existe na esperança de que a graça perdoa e restaura.

Por meio da graça, você pode buscar a Deus, para que Ele lhe dê o querer e quando chegar o momento do dever, seja tudo feito com querer. O querer é um dom de Deus, Rm 8.7 "A mente da carne é hostil para com Deus... e não é capaz de submeter-se à Lei de Deus". I Cor 2:14 " O homem natural não entende as coisas do Espírito de Deus porque elas se discernem espiritualmente. Na expectativa de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade.(2Tm. 2:25)

Pr Alcimar D. Dias