terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Andai em amor


“SEDE, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;
E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.”
(Ef. 5:1,2)
Um dos grandes diferenciais do Cristianismo comparado com outras religiões é a Convicção que tem os seus seguidores de que são, de fato, filhos de Deus. Esta certeza se dá pelo conhecimento das Escrituras Sagradas e se confirma pela experiência prática do cristão.
Foi por isso que Paulo escreveu o texto acima para os Efésios, com a intenção de motivá-los a imitarem o Pai, como filhos amados. Em geral, as crianças  imitam os seus pais, repetindo na prática o que vêem os pais fazerem.
Certamente não podemos fazer tudo o que Deus faz, mas o texto aponta para algo que Deus fez e que pode ser feito por nós também. O texto aponta para a vida em AMOR. Devemos buscar uma vida em amor. Existem 04 palavras em grego, para traduzir AMOR. A primeira é storgê, o amor amizade. A segunda é Filia, que se refere ao amor de irmãos. A terceira é Eros, que se refere ao amor da atração física e da paixão. Porém a quarta palavra é Ágape que está relacionada com o amor divino, amor eterno, amor incondicional e amor sacrificial.
Creio que devemos voltar a nossa atenção para esta recomendação de Paulo a qual se torna a condição primeira para a Igreja de Cristo ser frutífera: amarmo-nos uns aos outros como Cristo nos amou.
"Andai em amor" é uma expressão que sugere o amor no movimento da vida, na ação continua, nas passadas diárias de alguém que está vivo e caminhando para um alvo. A vida cristã se apresenta assim dinâmica, inserida num contexto histórico pessoal de relacionamentos inter-pessoais onde acontece a raiva, o desentendimento, o conflito, mas andando em amor também se manifestará o perdão, a reconciliação, o diálogo e a interação dos sujeitos sociais, expondo ao mundo de forma eficaz o poder do Evangelho de Cristo. 

Rev. Alcimar Dantas Dias

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011!!!!!!!!!!!

Ano Novo é sempre esse momento de emoção, de expectativa, de alegria e de esperança que enche o coração de todos. O Ano Velho que vai chegando ao fim, deixando para trás um amontoado de acontecimentos que jamais se repetirão. Mais um ano que vai ser arquivado na estante do passado, na sala das recordações, desaparecerá para sempre.


Pensar no Ano Novo é pensar no futuro, nos sonhos, nos desejos ainda não realizados, nos alvos e objetivos que todos têm. Olhar para o futuro é bom porque nos puxa para frente e nos desafia a continuar em busca do novo, embora é necessário contabilizar as vitórias alcançadas ao longo da vida com a sabedoria de preservar tudo que foi conquistado com muita luta e esforço.

Como disse o apóstolo Paulo aos Filipenses 3:13,14 “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

Assim esteja o nosso coração na passagem de 2010 para 2011.

Alcimar Dantas

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Verdadeiro Sentido do Natal

 (Lc 1.26 a 38)


A época do Natal traz muitas lembranças do passado, do tempo de criança, dos presentes e das comemorações familiares. O Natal tornou-se uma festa popular ao redor do mundo, uma festa que se distanciou muito do seu verdadeiro sentido, pois tornou-se um estímulo ao consumo, à compra de presentes, pretexto para iluminações presunçosas e surgimento de personagens fictícios como o Papai Noel que tomou o lugar de Jesus na mente e no coração de muitos adultos e crianças.

Contudo, como igreja não podemos perder esta oportunidade para lembrar que Jesus nasceu sim e que seu nascimento é uma grande prova da divindade de Cristo, pois a Bíblia registra o fato de que Ele foi gerado pelo Espírito Santo. Jesus não foi mais uma criança que nasceu, mas foi sim o Deus homem que veio ao mundo para buscar e salvar o perdido. Embora não existe registro da data certa de seu nascimento, devemos celebrá-lo com alegria e gratidão a Deus que nos enviou seu Filho como dádiva e como único meio de salvação para todos os que crerem.

O momento também é de alegria, de comunhão, de felicidade porque em Jesus reside toda a esperança e a única esperança que resta para o futuro da humanidade. Reclamamos que há no mundo muita violência, muito assalto, muitos perigos, doenças, incertezas, etc. Mas tente imaginar o que seria o mundo se Jesus não tivesse nascido. Certamente já teria se transformado num caos.

O nascimento de Jesus deve ser celebrado sim e com muita gratidão, com muito louvor, visto que Jesus trouxe a salvação, a transformação de muitos, a possibilidade única de mudança para o pecador, para o cansado, para o doente, para todo aquele que crê nele de verdade. O mundo só não é pior porque Jesus nasceu e cumpriu a vontade de Deus. Nasceu e permanece com todos aqueles que o confessam como Senhor. A sua permanência conosco é a razão da nossa constante felicidade e a motivação para vivermos com alegria e em comunhão uns com os outros. Rev. Alcimar Dantas Dias

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

TRAZIDOS PELO PAI

Jo 6.43-45
Murmuração é o falatório maldoso, o rumor sem fundamento, a tentativa de denegrir a imagem de alguém. Os Judeus murmuravam contra Jesus em conseqüência da rejeição a Ele. Para os judeus Jesus era alguém que não sabia o que estava falando. Era um megalomaníaco, alguém com o complexo de grandeza que estava falando uma besteira ao dizer que desceu do céu.
Os judeus não viam em Jesus o seu lado divino e ficaram ofendidos porque Ele disse ter descido do céu. A murmuração foi resultado da incredulidade deles. A incredulidade e falta de reconhecimento da divindade de Cristo levou os judeus a murmurarem contra ele. Os judeus viam somente o Jesus humano e terreno de origem conhecida, filho de José e Maria. O materialismo e a visão terrena impede o homem de enxergar o lado espiritual da vida. Tais coisas levam os homens a murmurarem contra Deus. A murmuração é um reflexo de ingratidão e insatisfação com algo.
O Senhor Jesus os repreende para não murmurarem a respeito da sua identidade. Ele continua o seu discurso falando como filho de Deus, como aquele que desceu do céu e é divino. Continua falando com autoridade. Jesus mostra conhecimento das Sagradas Escrituras e se impõe como o Filho de Deus , falando abertamente e de forma muito clara para todos, sobre si mesmo e sobre a necessidade que os homens tem de crer nele e conhecê-lo, sendo isto uma condição sine qua non para apropriação da vida eterna.
No v. 44 o Senhor Jesus deixa claro que “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” Fica claro e certo que se o Pai não trouxer o homem a Cristo, ele não poderá vir por si só. Conclui-se que quando vimos a Cristo para crer nele como enviado de Deus, devemos agradecer ao pai que nos trouxe, abriu nossos olhos e nos concedeu a graça de crer nele e o reconhecer como Senhor e Salvador.
Alcimar

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A VERDADEIRA MOTIVAÇÃO DO DISCÍPULO DE CRISTO


“E, achando-o no outro lado do mar, disseram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui? Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.” (Jo 6.25 a 27)
Cristo não responde à questão colocada, a qual sugere a idéia de que o mesmo chegou ao outro lado do mar através de mais um milagre. Mas, ao contrário, ele repreende a todos porque ainda não estavam familiarizados com a razão verdadeira e apropriada do que ele fez, e continuavam procurando a Cristo por causa dos milagres e não por causa do próprio Cristo. Estavam buscando a Cristo por causa da barriga e não por causa dos milagres. E se olhavam para os milagres, olhavam para os milagres apenas, mas não estavam interessados no autor dos milagres.
O Evangelista já nos dissera que eles eram animados pelos milagres para seguir a Cristo. Mas porque se utilizaram dos milagres para um propósito impróprio, passaram a ter maior atenção para a barriga do que para os milagres. Ou seja, eles não fizeram lucro da obra de Deus como deveriam ter feito, pois a maneira certa de lucrar, teria sido o reconhecimento de Cristo como o Messias de tal forma que pudessem se entregar a Ele e serem ensinados e governados por ele, e, sob sua orientação, aspirar ao reino celestial de Deus. Mas ao contrário, eles esperavam de Cristo apenas que tivessem um viver feliz e à vontade neste mundo, no presente. Estavam alheios ao poder principal de Cristo, e desconheciam a razão mais importante pela qual Cristo foi dado pelo Pai que era poder restaurar-lhes segundo a imagem de Deus, dando-lhes o seu Espírito Santo, e conduzi-los para a vida eterna pela sua justiça.
É de grande importância, pois, ver além dos milagres
de Cristo, pois quem fica satisfeito com as conveniências da vida presente e não aspira ao reino de Deus por completo, preocupando-se apenas em ter a barriga cheia, poderá ficar de fora do reino de Deus na eternidade.
Muitas pessoas nos dias  atuais,  aceitariam facilmente o Evangelho se não houvesse a amargura da cruz, e se não houvesse nehuma exigência de compromisso sério com Deus, mas apenas prazeres carnais, prosperidade e liberdade para cada um fazer o que bem entendesse. Infelizmente observa-se que muitos que fazem uma profissão de fé cristã, o fazem para que possam viver com mais alegria e com menos restrições. Alguns o fazem pela expectativa do lucro pessoal e da promoção, outros fazem por causa do medo de irem para o inferno, e outros ainda o fazem somente porque desejam agradar a familiares ou amigos. Todavia, os verdadeiros discípulos de Cristo professam sua fé em Cristo por causa do amor a Cristo e seguem a Cristo por causa do próprio Cristo, entendendo que o ponto principal da caminhada cristã é desprezar o mundo e buscar o Reino de Deus e a sua justiça.(Mt 6.33)
Além disso, é possível que muitos se convençam a si mesmos de que estão buscando a Cristo da melhor maneira quando não estão e assim subestimam o poder de Deus como se Ele não fosse Onisciente. Por causa disso Cristo diz “em verdade, em verdade” de forma repetida como um juramento seu de que pretende trazer à luz os vícios que se escondem por trás da hipocrisia.
(commentary on the gospel according to john by john Calvin) Traduzido pelo Rev. Alcimar Dantas

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

JESUS ANDANDO SOBRE AS ÁGUAS (Jo 6.16 a 21)

“Os outros evangelistas explicam a causa desse medo ter sido que eles pensavam que era uma aparição, (Mateus 14:26;. Marcos 6:49). Como escreveu C.S. Lewis sobre o numinoso:
“Os que não conhecem este termo podem entendê-lo mediante o seguinte artifício. Suponhamos que lhe dissessem que havia um tigre no cômodo ao lado: você saberia que estava em perigo e provavelmente sentiria medo. Mas se lhe dissessem que "há um fantasma no quarto ao lado" e você acreditasse, sentiria com certeza o que é geralmente chamado de medo, mas de um tipo diferente. Seu sentimento não teria como base a idéia de perigo, pois ninguém tem praticamente medo do que um fantasma pode fazer-lhe, mas o simples fato de tratar-se de um fantasma. Ele é "misterioso" em lugar de perigoso, e o tipo especial de medo que provoca pode ser chamado de pavor. Com o misterioso chegamos às fronteiras do numinoso. Suponhamos agora que lhe dissessem simplesmente: "Existe um espírito poderoso nesta sala" e você acreditasse. Seus sentimentos seriam então ainda menos parecidos com o mero receio do perigo: mas a perturbação seria profunda. Você ficaria espantado e gostaria de recuar - um sentimento de insuficiência para enfrentar tal visitante e de fraqueza diante dele - emoção essa que poderia ser traduzida nas palavras de Shakespeare: "Sob ele o meu gênio é reprovado". Este sentimento pode ser descrito como reverência, e o objeto que o desperta como o numinoso.” (C.S. Lewis, The Problem of Pain, 2 ed.1986 p. 5)

Ora, é impossível não ser tomado de consternação e terror, quando uma aparição se apresenta diante de nossos olhos; pensa-se logo que é ou assombração, ou algum mau presságio que Deus nos envia. Além disso, João apresenta aqui fora para nós, como em um espelho, que tipo de conhecimento de Cristo podemos obter de uma aparição sem a palavra, e que vantagem pode ser colhida a partir desse conhecimento. Pois se ele apresentar uma simples demonstração de sua divindade, imediatamente provoca a nossa imaginação, e cada um pode fazer um ídolo para si mesmo, ao bel-prazer da livre interpretação imaginária, o qual pode tomar o lugar de Cristo. Em conseqüência disso, vamos vaguear em nosso entendimento, poderemos ficar imersos no tremor e terror que confundem o nosso íntimo. Mas quando Jesus começa a falar, a sua voz clara gera sólido conhecimento, e depois também traz a alegria e a paz do amanhecer delicioso em nossas mentes.
Há um grande peso nestas palavras: “Sou eu: não vos assusteis.”(Mt 14:27) Aprendemos com isso que, estar na presença de Cristo e diante de sua palavra é a razão suficiente para termos confiança em abundância, de modo a ficarmos calmos e seguros. Mas isso pertence exclusivamente aos discípulos de Cristo; vamos ver depois que os homens ímpios foram derrubados pelas mesmas palavras: “Sou eu”, ( João 18:06). A razão da distinção é que ele é enviado como um juiz de réprobos e incrédulos para a sua destruição, e, portanto, não podem suportar a sua presença, sem serem imediatamente oprimidos. Mas os crentes, que sabem quem ele é, logo que ouvem a sua palavra, que é uma garantia segura para eles tanto do amor de Deus como da sua salvação, são encorajados, como se tivessem sidos levantados da morte à vida, com confiança para olhar o céu claro, habitar seguro na terra, e ser vitorioso sobre todas as calamidades, tendo Cristo como seu escudo contra todos os perigos desta vida. Jesus não só traz o conforto e ânimo pela sua palavra, mas realmente elimina também a causa do terror dissipando as tempestades.”

Rev. Alcimar Dantas Dias

Referências:
- John Calvin ,Commentary on the gospel according to john.
- C.S. Lewis, The Problem of Pain.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

31 de Outubro

31 de Outubro é a data do Aniversário da Reforma Protestante. Dois momentos históricos contribuíram para o surgimento do termo "Reforma Protestante".


O primeiro momento foi no dia 31 de outubro de 1517, num tempo de grande apostasia, quando Martinho Lutero, elaborou 95 teses contra a venda de indulgências (perdão de pecados) pela igreja da Idade Média

O segundo momento histórico se deu na Alemanha,em 19 de abril de 1529, quando a segunda dieta de Speyer, convocada pelo imperador Carlos V, revogou uma autorização concedida três anos antes para que cada príncipe determinasse a religião de seu próprio território. O termo foi logo adotado, de início pelos católicos e logo a seguir pelos próprios partidários da Reforma, pois seu protesto, entendido como uma rejeição à autoridade de Roma, constituiu um claro sinal às diversas igrejas que se declaravam reformadas. Surgiu assim o termo “Protestante”.

O protestantismo se espalhou pela Europa e foi na Escócia, graças aos esforços de John Knox, no século XVI, que contribuiu ativamente para a instauração do presbiterianismo.

O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do trabalho missionário do americano Ashbel Green Simonton (1833-1867), que chegou ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade. Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português; em janeiro de 1862 foi fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro jornal evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o primeiro presbitério (1865) e organizou um seminário (1867). O Rev. Simonton morreu vitimado pela febre amarela aos 34 anos, em 1867.

(Resumo histórico elaborado pelo Rev. Alcimar Dantas Dias)