quinta-feira, 27 de maio de 2010

O louvor é uma arma! (2Cron. 20. 15)

O que fazer quando somos impactados por notícias repentinas e desagradáveis? Será que estamos preparados para reagir diante de notícias assim tão negativas e que provocam em nós agitação e medo?

Foi o que aconteceu com o Rei Josafá , registrado no segundo livro de II Crônicas 20. Ele tomou conhecimento que os filhos de Moabe e os filhos de Amon estavam vindo contra o povo de Deus.

Depois de ser consultado com pedido de socorro, o Senhor respondeu dizendo coisas muito importantes:

1.“Essa peleja não é vossa, mas de Deus.” A melhor coisa na vida é trocar as nossas pelejas pela peleja de Deus. Quando nos envolvemos na peleja de Deus a vitória é certa.

2.“Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do SENHOR para convosco, ó Judá e Jerusalém.” Quando estamos engajados na peleja de Deus não precisamos fazer muita coisa. O agir é de Deus.

3. “Crede no SENHOR vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis...” IICron. 20.20

Deus instruiu Josafá a organizar um coral e colocá-lo na frente do Exército. “E, quando começaram a cantar e a dar louvores, o SENHOR pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os das montanhas de Seir, que vieram contra Judá, e foram desbaratados.” IICron.20.22

A peleja foi ganha somente com louvores. O louvor é uma arma de vitória que incomoda o inferno, mas agrada os ouvidos do nosso Deus!

Rev. Alcimar Dantas Dias

terça-feira, 25 de maio de 2010

A arte de ver-se a si mesmo


Ainda analisando Isaías 6, agora olhando para o versículo 5, encontramos o profeta Isaías impactado com a visão da glória de Deus e portanto, decepcionado consigo mesmo. Ele diz está perdido por ter contemplado a santidade do Senhor uma vez que percebe que é um homem de lábios impuros e habita no meio de um povo de impuros lábios. Os seus olhos viram o Rei , o Senhor dos Exércitos e agora os seus olhos vêem a sim mesmo, um pecador que precisa de perdão.

O apóstolo Paulo também falou algo semelhante quando escreveu em Rm.7:24 “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” Isso aconteceu depois que Paulo descobriu que dentro dele havia a lei do pecado que o empurrava diariamente para uma vida pecaminosa. Paulo tomou consciência de que era um escravo do pecado e não conseguia fazer o bem que desejava , mas sempre acabava fazendo o mal que detestava. Depois de passar pela experiência de novo nascimento, teve sua vida transformada e agora chegava a conclusão de que somente Jesus Cristo poderia salvá-lo desse conflito interno entre o bem e o mal. Paulo descobriu que “ ...o que fora impossível à Lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado.” Rm.8:3.

Na primeira carta do apóstolo João, cap 1, VV 8 e 9 está escrito: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” Temos aqui a solução para o pecado. Ë extremamente necessário o reconhecimento de que o mesmo habita no interior do homem para atormentá-lo. Mas é também necessário reconhecer que somente com a confissão dos mesmos perante Deus é que se pode receber o perdão em Cristo e a purificação de toda a injustiça.

 Rev. Alcimar Dantas Dias

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O Encontro com Deus

No livro de Isaías 6: 1 a 8 está registrado o encontro do profeta com o Senhor. Foi um encontro que marcou a vida do profeta. Foi um encontro que mudou a sua trajetória de vida e que solidificou a sua convicção sobre o que era a vontade de Deus para o resto da sua vida. Foi um encontro esclarecedor e necessário para fazer o profeta Isaías se dedicar exclusivamente àquilo que Deus já tinha determinado para a sua existência.

Neste encontro com Deus, Isaías viu e ouviu coisas muitíssimo importantes. Isaías viu o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono. Esta visão refere-se a Soberania de Deus. É a visão do Deus que reina soberanamente assentado no seu trono eterno. Isaías viu o Deus que a Bíblia toda nos revela. O Deus pessoal que tem toda a autoridade no céu e na terra. Trata-se do Senhor que tem uma vontade e que trabalha continuamente pela realização de sua própria vontade. Diríamos que a motivação principal da existência de Deus é a realização do beneplácito da sua vontade para sempre.

No momento desta visão, Isaías saiu da centralidade egoísta de si mesmo para compreender a centralidade da existência de tudo no ser de Deus. Isaías deixou o seu mundinho particular para contemplar o universo incomparavelmente maior e mais importante do reino absoluto e eterno do Senhor.

Como escritor detalhista, Isaías observa o comportamento dos Serafins perante o Senhor. Observa que eles têm seis asas e com essas asas os serafins cobrem os rostos, cobrem os pés e voam.

Cobrir os rostos tem a ver com reverência diante da glória do Senhor. Pode também nos falar sobre o interesse dos Serafins por não serem vistos. Eles estão tão satisfeitos com a glória de Deus que não se preocupam com a exposição do próprio rosto. Além de se portarem com muita reverência diante da majestade de Deus, os serafins escondem o rosto para que somente a glória de Deus seja vista.

Cobrir os pés nos lembra Ef.6:15 “calçai os pés com a preparação do Evangelho da paz.” Lembra-nos a vida de testemunho santo, uma santidade prática no andar do cristão.

Com as outras duas asas os Serafins voavam numa demonstração de serviço ao Senhor. Isso me faz pensar sobre a santidade no serviço a Deus. Os serafins estão inteiramente dedicados a Deus com reverência e respeito pela sua Glória, com os pés guardados em santidade e em serviço santo que é feito em incondicional obediência.

Que tipo de encontro temos tido hoje com o Senhor? Temos nós contemplado a Sua Soberania? Podemos nós afirmar que também temos visto o Senhor assentado num alto e sublime trono ou continuamos vivendo voltados para dentro, com a visão egoísta e mesquinha de um mundinho limitado? Devemos pensar sobre que reverência temos tido para com o Senhor. A visão da soberania gera temor a Deus. A visão do seu trono nos leva a uma vida de santidade e consagração refletida no esconder do rosto para que somente Ele seja visto, esconder os pés numa vida de testemunho e ainda consagração séria do nosso fazer para Deus. Seja lá o que viermos a fazer para o Senhor, devemos fazer em santidade e fazer da melhor maneira possível pois Ele é soberano e majestoso.

Precisamos estar continuamente contemplando a visão do Senhor assentado no seu mais alto e sublime trono.

Rev. Alcimar Dantas Dias

terça-feira, 18 de maio de 2010

Uma palavra para o Justo

O livro de Isaías contém as mensagens do profeta Isaías ao povo de Judá e aos moradores de Jerusalém entre 734 e 687 a.C. Ele ensina que Deus é poderoso e exige que o seu povo seja SANTO.

O nome Isaías significa (Salvação de Javé) . Ele foi profeta de Judá nos reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias e sua chamada se deu em 740 a.C. Seu ministério se estendeu por 47 anos. Esse livro pode ser dividido em três partes. 1) Os caps. de 1 a 39 falam do tempo em que Judá está sendo ameaçado pela Assíria. O povo deve abandonar o pecado e abraçar a honestidade e a justiça. 2) Os caps. 40 a 55 falam da humilhação de um povo que foi expulso do seu país como castigo por causa dos seus pecados. Mas Deus vai trazer libertação. 3) Os caps. 56 a 66 trazem conselhos para o povo após a sua volta do CATIVEIRO. Isaías é chamado de “profeta evangelista”, sendo mencionado 22 vezes no NT.

Chamo a sua atenção para o cap. 3 desse livro quando Isaías começa a intensificar o juízo de Deus sobre seu povo. Juízo este provocado pela linguagem e pelas obras do próprio povo que era contra o SENHOR “...para provocarem os olhos da sua glória. O aspecto do seu rosto testifica contra eles; e publicam os seus pecados, como Sodoma; não os dissimulam. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos.” Is.3.8,9

Vejamos o juízo anunciado: “ PORQUE, eis que o Senhor, o SENHOR dos Exércitos, tirará de Jerusalém e de Judá o sustento e o apoio; a todo o sustento de pão e a todo o sustento de água; O poderoso, e o homem de guerra, o juiz, e o profeta, e o adivinho, e o ancião, O capitão de cinqüenta, e o homem respeitável, e o conselheiro, e o sábio entre os artífices, e o eloqüente orador. E dar-lhes-ei meninos por príncipes, e crianças governarão sobre eles. E o povo será oprimido; um será contra o outro, e cada um contra o seu próximo; o menino se atreverá contra o ancião, e o vil contra o nobre. Quando alguém pegar de seu irmão na casa de seu pai, dizendo: Tu tens roupa, sê nosso governador, e toma sob a tua mão esta ruína; Naquele dia levantará este a sua voz, dizendo: Não posso ser médico, nem tampouco há em minha casa pão, ou roupa alguma; não me haveis de constituir governador sobre o povo.”Is 3.1 a 7

No vv. 10 do mesmo capítulo, lemos a seguinte mensagem para o justo: “Dizei ao justo que bem lhe irá; porque comerá do fruto das suas obras. A totalidade da nação parece estar contra o Senhor em uma vida inteiramente afastada dos princípios de santidade, no entanto, o Senhor se dirige ao remanescente que existia e que se mantinha fiel à vida agradável a Deus. Essa mensagem é para o justo, para aquele que foi considerado justo por Deus. Para o justo lhes é dito que bem lhe irá, porque comerá do fruto de suas obras.

Esta distinção de Deus com relação ao justo dentro do seu próprio povo nos faz pensar no estado da Igreja de Cristo na atualidade. É possível que o povo que se chama povo de Deus esteja hoje vivendo como Jerusalém naqueles dias. Uma vida mergulhada no pecado, em meio à vaidade, com uma linguagem e obras inteiramente contrários à natureza santa de Deus e por isso não escaparão do juízo vindouro do Senhor.

Contudo, a mensagem para o justo é a mesma: Tudo te irá bem! Permaneces, ó justo, nas tuas obras com perseverança e paciência. Tu que sabes que teu nome está escrito no livro da vida. Tu que estás esperando a qualquer hora, o retorno do nosso Senhor Jesus Cristo. Tu que tens sido fiel aos princípios das Sagradas Escrituras. Tu que amas a santidade e tens prazer na vida simples e sincera perante o Deus Altíssimo. Sabes que mesmo que venha o juízo de Deus sobre as nações, e até sobre aqueles que se dizem santos e não são, sabes que sobre ti virá o bem de Deus. Portanto, não te sintas cansado nem desanimado. Há uma palavra de Deus para ti, uma palavra de livramento, uma palavra de sustento, uma palavra de conservação da tua vida em meio ao caos em que está se transformando o mundo nestes últimos dias. O Justo de Deus é vencedor em qualquer circunstância da vida.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Um lugar de descanso

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo à sombra do Onipotente descansará.”Sl 91:1. Este Salmo fala sobre proteção, sobre o cuidado de Deus, sobre descanso e conforto que vem do Altíssimo para aquele que habita no seu esconderijo.

O que habita no esconderijo do Altíssimo não corre riscos, não fica perturbado, não entra em desespero, não fica amedrontado, não fica oprimido e nem desesperado porque está num lugar tão privilegiado e seguro onde só pode mesmo descansar.

Descanso é o estado de repouso quer seja do corpo ou da alma. Mas, o sentido do Sl 91:1 é mesmo o descanso espiritual. Tem a ver com o experimentar da paz deliciosa do Senhor Jesus Cristo e com o gozo espiritual que emana de Deus.

Existem duas idéias interessantes para se pensar neste versículo. A primeira é a idéia de habitação, fazer morada no esconderijo do Altíssimo é o que garante uma vida de descanso. Não se fala aqui sobre possíveis visitas ao esconderijo do Altíssimo. Visitas necessárias para pedidos de socorro ou de uma bênção qualquer. A idéia é habitação, morada, permanência lá. A segunda idéia é a idéia de proximidade. O descanso é para aqueles que estão tão próximos do Altíssimo tanto quanto lhes for possível. Proximidade que gera intimidade e comunhão com o Altíssimo. O descanso da alma é para aqueles que estão próximos e habitam com Deus vivendo na sua sombra.

O Senhor Jesus falou em Mt. 11:28 “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Este convite de Jesus mais uma vez aponta para o caminho do descanso da alma.O segredo é vir para mais perto de Jesus o quanto for possível. Aproximar-se dele, chegar perto, deixar que Ele entre no coração ou entrar nele pela fé, enfim, é caminhar em direção a Jesus e sentir o seu cheiro, o seu toque, a sua presença. Em 2Co 5:17 Paulo usa o termo “está em Cristo” para falar sobre o escolhido de Deus. Em Cl 1:27 ele usa o termo “Cristo em vós” para se referir a esperança da glória. A proximidade com Cristo é complexa para saber se nós é que estamos nele ou se Ele é quem está em nós. Mas, é bastante simples para entendermos que é uma proximidade abençoadora, necessária e que gera intimidade e comunhão com Deus e descanso para a alma.

O cansaço da alma pode vir da luta pela sobrevivência ou ser causado pelos obstáculos que surgem da busca pela conquista dos alvos ou das frustrações sofridas. Pode vir também de situações adversas como dívidas, enfermidades, privações, decepções, etc. A prática do pecado, o envolvimento com os vícios, as drogas ou até mesmo a mesmice da vida também geram o cansaço da alma. A vida no mundo gera cansaço. O homem se cansa de lutar, se cansa de esperar, se cansa por não ver resultados, enfim, o homem é passivo de cansaço.

Para encontrar o descanso é fundamental OUVIR o chamado de Jesus: “Vinde a mim”. Não é apenas escutar, mas ouvir com atenção, inclinar os ouvidos com fé e consideração ao seu chamado. Esse tipo de audição resulta em OBEDIÊNCIA. Aquele que crê obedece, toma uma atitude de fazer exatamente como Jesus orienta porque somente a fé não resolve. Tg2:19 “ Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem.” Os demônios crêem mas estremecem porque não são obedientes, antes se rebelaram e foram expulsos do seu estado original. Mas aquele que ouve o chamado do Mestre e faz o que Ele manda, com certeza consegue agradar ao pai e recebe suas bênçãos.

Pr Alcimar

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mais que vencedores

“Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. I Co. 15: 55 a 58

Aqui estão os verdadeiros inimigos do homem: a morte, o inferno e o pecado . Satanás conseguiu levar o homem à desobediência e como conseqüência o homem ficou separado da glória de Deus. Afastado de Deus o homem experimentou a morte espiritual na forma da infelicidade, da angústia, do desespero,das ansiedades, do medo, etc.

O Senhor Jesus Cristo, no entanto, veio trazer a vitória, graças a Deus. Vitória sobre a morte e seu aguilhão, bem como vitória sobre o inferno. Essa vitória se expande sobre todos os aspectos da vida humana. Aquele que tem Jesus Cristo em sua vida é mais do que vencedor.É uma pessoa feliz, alegre, e mesmo em meio às tribulações da vida, sabe agradecer a Deus.

Certos dessa vitória nós podemos ter uma vida firme e constante. Podemos ter uma vida de serviço voluntário ao Senhor, sabendo que o nosso trabalho não é vão.

Agora não somos mais escravos do pecado. Também já não somos mais inimigos de Deus. A vitória em Cristo nos garante a certeza de um futuro feliz e eterno. As correntes da morte que nos aprisionavam foram quebradas pelo Senhor e Jesus e agora, podemos usufruir dos benefícios de sua vida abundante todos os dias aqui na terra e no futuro gozarmos a eternidade com Deus.

Rev. Alcimar Dantas Dias

terça-feira, 11 de maio de 2010

Monarquia em Amor

“ Agora pois, ó Israel, que é que o Senhor requer de Ti?...” Dt. 10: 12 a 22. Quais são as exigências de Deus para o homem? O que é que Deus requer de mim? O que devo fazer para agradar ao Senhor?
A visão do Senhorio de Cristo nos põe no nosso devido lugar, ou seja, lugar de servos. Também nos leva a temer a Deus e a obedecê-lo.

O temor ao Senhor é o princípio da sabedoria. O sistema democrático de governo tem incentivado os homens a verem Deus de igual para igual, como se Deus fosse um Presidente eleito pelo povo e na obrigação de governar bem. Todavia, é importante saber que Deus não precisa ser eleito por ninguem, pelo contrário, Ele foi quem elegeu seu povo. (Jo.15:16). Devemos nos prostrar diante dele com humildade e servi-lo com temor, com respeito, sabendo quem Ele é.

O sistema do Reino de Deus é Monárquico. Ele reina absoluto. Claro que é uma monarquia em amor, como está escrito em Ef.1:4,5 “... e em amor, nos predestinou para Ele...”. A visão correta de Deus nos leva a uma vida agradável diante dele.

Deus requer do homem o temor, requer (exige) que o homem ande nos seus caminhos, ordena que o homem o ame de todo o coração e de toda a sua alma e que o homem quarde os seus mandamentos.

Tudo isso é para o bem do próprio homem. É para o teu próprio bem. Portanto, firme-se na visão correta de Deus!

Rev. Alcimar Dantas Dias