Se quiseres, podes purificar-me. Mt. 8:1 a 4
A lepra era uma doença sem cura no tempo de Jesus. Era uma doença terrível porque provocava feridas pelo corpo que iam destruindo os membros lentamente sem causar dor . Os leprosos cheiravam mal e não podiam viver em sociedade, eram separados e discriminados, somente esperavam a hora da morte.
Mt 8: 1 a 4 revela-nos o encontro de um leproso com Jesus . Chama-nos a atenção a determinação e coragem dele em se aproximar de Jesus e adorá-lo. Em seguida aquele leproso fez um pedido curto mas que, expressou tudo o que ele desejava naquela hora: “Se quiseres podes purificar-me.” Ele resolveu verbalizar o seu sincero desejo para o Senhor . O desejo de viver, de ser curado, de ser livre do seu mal, etc. Jesus respondeu imediatamente dizendo SIM e depois tocou nele e o curou. Aquele leproso mostrou inconformação com seu estado de lepra, quis ser curado e por isso aproximou-se de Jesus.
O primeiro passo para nos livrarmos de coisas que nos fazem sofrer é de fato, a identificação das referidas coisas. Procurar saber de onde vem o sofrimento é fundamental para combater a causa e não apenas as conseqüências.
O segundo passo é a inconformação com tais coisas. A grande questão é que muitos se acostumam com coisas ruins e as adotam como se fossem um bichinho de estimação. É preciso ter ojeriza a tudo aquilo que você sabe que está lhe causando sofrimento.
O terceiro passo é a iniciativa de aproximarmo-nos de Jesus com fé e submissão e com certeza, seremos abençoados. Precisamos nos mover em direção a Jesus e crer que, se Ele quiser, imediatamente seremos purificados.
Basta uma palavra de Jesus. Basta um toque do Mestre em nossas vidas e a bênção acontecerá imediatamente.
Vamos trazer ao conhecimento de Jesus o nosso desejo de sermos purificados de tudo aquilo que pode estar causando transtornos em nossa vida.
Rev. Alcimar Dantas Dias
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Simplesmente Crendo
Seria Fé uma emoção? Um estado de êxtase? Um exercício mental que requer concentração ou alguma técnica mística para sustentá-la? Um Fenômeno Psicológico? Afinal, o que vem a ser FÉ?
“ORA, a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.1” Fé é certeza de que algo é verdadeiro. Fé é a convicção de que tais palavras ditas são verdadeiras e não necessitam de provas para o que crê, pois a prova já é a própria fé. Fé é a aceitação simples de verdades com ou sem a comprovação científica.
Certa vez ouvi um pregador leigo dizer a seguinte frase: “Com a minha mão eu toco neste púlpito. Com os meus olhos eu vejo quem está lá na porta. Com a minha fé eu vejo Deus”. Mas há muitos que só acreditam no que tocam ou no que vêem. A Fé é pessoal.
Louis Berkhof, (1873-1957) um teólogo sistemático reformado, afirma o seguinte: “O vocábulo (fé) não é um termo exclusivamente religioso e teológico. É empregado muitas vezes no sentido geral e não religioso, e mesmo assim tem mais de uma conotação.2”
Berkhof considera as conotações do vocábulo Fé inicialmente num sentido solto e popular para indicar uma simples opinião. Depois ele considera a Fé como “uma certeza imediata” relacionada com a Ciência e os resultados que podem ser obtidos pela percepção, experiência e dedução lógica, mas admite a certeza intuitiva referindo-se aos axiomas que não podem ser demonstrados. E por último, ele cita a denotação da Fé como convicção de que o testemunho de outro é verdadeiro, a confiança na promessa que o outro fez, com base unicamente no histórico de veracidade e fidelidade do outro. Isto inclui a confiança num amigo, no piloto do avião quando viajamos, no médico quando estamos na sala de cirurgia, etc.
A Fé Religiosa, por sua vez, não difere da fé em geral. no sentido mais abrangente, é a persuasão do homem quanto à veracidade das Escrituras Sagradas, com base na autoridade de Deus.
Teologicamente, Berkhof distingue o4 tipos de Fé:
a. Fé histórica. Trata-se da pura e simples apreensão de fatos históricos vazia de qualquer propósito moral ou espiritual.
b. Fé miraculosa. É a fé em milagres como aparece nos Evangelhos, nos milagres de Cristo e no livro de Atos, a qual podia gerar ou não a Fé Salvadora.
c. Fé temporal. Trata-se da persuasão das verdades religiosas que vem acompanhada de algumas incitações da consciência e de uma agitação dos afetos, mas não tem suas raízes num coração regenerado. O nome é derivado de Mt 13. 20,21.
d. Fé salvadora. “A verdadeira fé salvadora tem sua sede no coração e suas raízes na vida regenerada. Muitas vezes se faz distinção entre o habitus e o actus da fé (entre o hábito e o ato da fé). Contudo, por trás destes acha-se a semen fidei (semente da fé). Esta fé não é primeiramente uma atividade do homem, mas uma potencialidade produzida por Deus no coração do pecador. A semente da fé é implantada no homem quando da regeneração. Alguns teólogos falam disto como habitus da fé, mas outros mais corretamente lhe chamam semen fidei. Somente depois que Deus implantou a semente da fé no coração do homem, é que ele pode exercer a fé. É isto, evidentemente, que Barth tem em mente também, quando, em seu desejo de ressaltar o fato de que a salvação é exclusivamente obra de Deus, afirma que Deus, e não o homem, é o sujeito da fé. O exercício consciente da fé forma gradativamente o habitus, e este adquire uma significação fundamental e determinante para o ulterior exercício da fé. Quando a Bíblia fala da fé, geralmente se refere à fé como uma atividade do homem, mas nascida da obra realizada pelo Espírito Santo. Pode-se definir a fé salvadora como uma certa convicção, produzida pelo Espírito Santo no coração, quanto à veracidade do Evangelho, e uma segurança (confiança) nas promessas de Deus em Cristo. Em última análise, é certo, Cristo é o objeto da fé salvadora, mas Ele nos é oferecido unicamente no Evangelho.3”
Rev. Alcimar Dantas Dias
__________________________________________
Notas.
1. Hebreus 11.1
2. Louis Berkhof, Teologia Sistemática, p 500
3. Louis Berkhof, Teologia Sistemática, p 502
“ORA, a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.1” Fé é certeza de que algo é verdadeiro. Fé é a convicção de que tais palavras ditas são verdadeiras e não necessitam de provas para o que crê, pois a prova já é a própria fé. Fé é a aceitação simples de verdades com ou sem a comprovação científica.
Certa vez ouvi um pregador leigo dizer a seguinte frase: “Com a minha mão eu toco neste púlpito. Com os meus olhos eu vejo quem está lá na porta. Com a minha fé eu vejo Deus”. Mas há muitos que só acreditam no que tocam ou no que vêem. A Fé é pessoal.
Louis Berkhof, (1873-1957) um teólogo sistemático reformado, afirma o seguinte: “O vocábulo (fé) não é um termo exclusivamente religioso e teológico. É empregado muitas vezes no sentido geral e não religioso, e mesmo assim tem mais de uma conotação.2”
Berkhof considera as conotações do vocábulo Fé inicialmente num sentido solto e popular para indicar uma simples opinião. Depois ele considera a Fé como “uma certeza imediata” relacionada com a Ciência e os resultados que podem ser obtidos pela percepção, experiência e dedução lógica, mas admite a certeza intuitiva referindo-se aos axiomas que não podem ser demonstrados. E por último, ele cita a denotação da Fé como convicção de que o testemunho de outro é verdadeiro, a confiança na promessa que o outro fez, com base unicamente no histórico de veracidade e fidelidade do outro. Isto inclui a confiança num amigo, no piloto do avião quando viajamos, no médico quando estamos na sala de cirurgia, etc.
A Fé Religiosa, por sua vez, não difere da fé em geral. no sentido mais abrangente, é a persuasão do homem quanto à veracidade das Escrituras Sagradas, com base na autoridade de Deus.
Teologicamente, Berkhof distingue o4 tipos de Fé:
a. Fé histórica. Trata-se da pura e simples apreensão de fatos históricos vazia de qualquer propósito moral ou espiritual.
b. Fé miraculosa. É a fé em milagres como aparece nos Evangelhos, nos milagres de Cristo e no livro de Atos, a qual podia gerar ou não a Fé Salvadora.
c. Fé temporal. Trata-se da persuasão das verdades religiosas que vem acompanhada de algumas incitações da consciência e de uma agitação dos afetos, mas não tem suas raízes num coração regenerado. O nome é derivado de Mt 13. 20,21.
d. Fé salvadora. “A verdadeira fé salvadora tem sua sede no coração e suas raízes na vida regenerada. Muitas vezes se faz distinção entre o habitus e o actus da fé (entre o hábito e o ato da fé). Contudo, por trás destes acha-se a semen fidei (semente da fé). Esta fé não é primeiramente uma atividade do homem, mas uma potencialidade produzida por Deus no coração do pecador. A semente da fé é implantada no homem quando da regeneração. Alguns teólogos falam disto como habitus da fé, mas outros mais corretamente lhe chamam semen fidei. Somente depois que Deus implantou a semente da fé no coração do homem, é que ele pode exercer a fé. É isto, evidentemente, que Barth tem em mente também, quando, em seu desejo de ressaltar o fato de que a salvação é exclusivamente obra de Deus, afirma que Deus, e não o homem, é o sujeito da fé. O exercício consciente da fé forma gradativamente o habitus, e este adquire uma significação fundamental e determinante para o ulterior exercício da fé. Quando a Bíblia fala da fé, geralmente se refere à fé como uma atividade do homem, mas nascida da obra realizada pelo Espírito Santo. Pode-se definir a fé salvadora como uma certa convicção, produzida pelo Espírito Santo no coração, quanto à veracidade do Evangelho, e uma segurança (confiança) nas promessas de Deus em Cristo. Em última análise, é certo, Cristo é o objeto da fé salvadora, mas Ele nos é oferecido unicamente no Evangelho.3”
Rev. Alcimar Dantas Dias
__________________________________________
Notas.
1. Hebreus 11.1
2. Louis Berkhof, Teologia Sistemática, p 500
3. Louis Berkhof, Teologia Sistemática, p 502
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Andai em amor
“SEDE, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;
E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.”
(Ef. 5:1,2)
Um dos grandes diferenciais do Cristianismo comparado com outras religiões é a Convicção que tem os seus seguidores de que são, de fato, filhos de Deus. Esta certeza se dá pelo conhecimento das Escrituras Sagradas e se confirma pela experiência prática do cristão.Foi por isso que Paulo escreveu o texto acima para os Efésios, com a intenção de motivá-los a imitarem o Pai, como filhos amados. Em geral, as crianças imitam os seus pais, repetindo na prática o que vêem os pais fazerem.
Certamente não podemos fazer tudo o que Deus faz, mas o texto aponta para algo que Deus fez e que pode ser feito por nós também. O texto aponta para a vida em AMOR. Devemos buscar uma vida em amor. Existem 04 palavras em grego, para traduzir AMOR. A primeira é storgê, o amor amizade. A segunda é Filia, que se refere ao amor de irmãos. A terceira é Eros, que se refere ao amor da atração física e da paixão. Porém a quarta palavra é Ágape que está relacionada com o amor divino, amor eterno, amor incondicional e amor sacrificial.
Creio que devemos voltar a nossa atenção para esta recomendação de Paulo a qual se torna a condição primeira para a Igreja de Cristo ser frutífera: amarmo-nos uns aos outros como Cristo nos amou.
"Andai em amor" é uma expressão que sugere o amor no movimento da vida, na ação continua, nas passadas diárias de alguém que está vivo e caminhando para um alvo. A vida cristã se apresenta assim dinâmica, inserida num contexto histórico pessoal de relacionamentos inter-pessoais onde acontece a raiva, o desentendimento, o conflito, mas andando em amor também se manifestará o perdão, a reconciliação, o diálogo e a interação dos sujeitos sociais, expondo ao mundo de forma eficaz o poder do Evangelho de Cristo.
Rev. Alcimar Dantas Dias
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Feliz 2011!!!!!!!!!!!
Ano Novo é sempre esse momento de emoção, de expectativa, de alegria e de esperança que enche o coração de todos. O Ano Velho que vai chegando ao fim, deixando para trás um amontoado de acontecimentos que jamais se repetirão. Mais um ano que vai ser arquivado na estante do passado, na sala das recordações, desaparecerá para sempre.
Pensar no Ano Novo é pensar no futuro, nos sonhos, nos desejos ainda não realizados, nos alvos e objetivos que todos têm. Olhar para o futuro é bom porque nos puxa para frente e nos desafia a continuar em busca do novo, embora é necessário contabilizar as vitórias alcançadas ao longo da vida com a sabedoria de preservar tudo que foi conquistado com muita luta e esforço.
Como disse o apóstolo Paulo aos Filipenses 3:13,14 “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”
Assim esteja o nosso coração na passagem de 2010 para 2011.
Alcimar Dantas
Pensar no Ano Novo é pensar no futuro, nos sonhos, nos desejos ainda não realizados, nos alvos e objetivos que todos têm. Olhar para o futuro é bom porque nos puxa para frente e nos desafia a continuar em busca do novo, embora é necessário contabilizar as vitórias alcançadas ao longo da vida com a sabedoria de preservar tudo que foi conquistado com muita luta e esforço.
Como disse o apóstolo Paulo aos Filipenses 3:13,14 “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”
Assim esteja o nosso coração na passagem de 2010 para 2011.
Alcimar Dantas
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Verdadeiro Sentido do Natal
(Lc 1.26 a 38)
A época do Natal traz muitas lembranças do passado, do tempo de criança, dos presentes e das comemorações familiares. O Natal tornou-se uma festa popular ao redor do mundo, uma festa que se distanciou muito do seu verdadeiro sentido, pois tornou-se um estímulo ao consumo, à compra de presentes, pretexto para iluminações presunçosas e surgimento de personagens fictícios como o Papai Noel que tomou o lugar de Jesus na mente e no coração de muitos adultos e crianças.
Contudo, como igreja não podemos perder esta oportunidade para lembrar que Jesus nasceu sim e que seu nascimento é uma grande prova da divindade de Cristo, pois a Bíblia registra o fato de que Ele foi gerado pelo Espírito Santo. Jesus não foi mais uma criança que nasceu, mas foi sim o Deus homem que veio ao mundo para buscar e salvar o perdido. Embora não existe registro da data certa de seu nascimento, devemos celebrá-lo com alegria e gratidão a Deus que nos enviou seu Filho como dádiva e como único meio de salvação para todos os que crerem.
O momento também é de alegria, de comunhão, de felicidade porque em Jesus reside toda a esperança e a única esperança que resta para o futuro da humanidade. Reclamamos que há no mundo muita violência, muito assalto, muitos perigos, doenças, incertezas, etc. Mas tente imaginar o que seria o mundo se Jesus não tivesse nascido. Certamente já teria se transformado num caos.
O nascimento de Jesus deve ser celebrado sim e com muita gratidão, com muito louvor, visto que Jesus trouxe a salvação, a transformação de muitos, a possibilidade única de mudança para o pecador, para o cansado, para o doente, para todo aquele que crê nele de verdade. O mundo só não é pior porque Jesus nasceu e cumpriu a vontade de Deus. Nasceu e permanece com todos aqueles que o confessam como Senhor. A sua permanência conosco é a razão da nossa constante felicidade e a motivação para vivermos com alegria e em comunhão uns com os outros. Rev. Alcimar Dantas Dias
A época do Natal traz muitas lembranças do passado, do tempo de criança, dos presentes e das comemorações familiares. O Natal tornou-se uma festa popular ao redor do mundo, uma festa que se distanciou muito do seu verdadeiro sentido, pois tornou-se um estímulo ao consumo, à compra de presentes, pretexto para iluminações presunçosas e surgimento de personagens fictícios como o Papai Noel que tomou o lugar de Jesus na mente e no coração de muitos adultos e crianças.
Contudo, como igreja não podemos perder esta oportunidade para lembrar que Jesus nasceu sim e que seu nascimento é uma grande prova da divindade de Cristo, pois a Bíblia registra o fato de que Ele foi gerado pelo Espírito Santo. Jesus não foi mais uma criança que nasceu, mas foi sim o Deus homem que veio ao mundo para buscar e salvar o perdido. Embora não existe registro da data certa de seu nascimento, devemos celebrá-lo com alegria e gratidão a Deus que nos enviou seu Filho como dádiva e como único meio de salvação para todos os que crerem.
O momento também é de alegria, de comunhão, de felicidade porque em Jesus reside toda a esperança e a única esperança que resta para o futuro da humanidade. Reclamamos que há no mundo muita violência, muito assalto, muitos perigos, doenças, incertezas, etc. Mas tente imaginar o que seria o mundo se Jesus não tivesse nascido. Certamente já teria se transformado num caos.
O nascimento de Jesus deve ser celebrado sim e com muita gratidão, com muito louvor, visto que Jesus trouxe a salvação, a transformação de muitos, a possibilidade única de mudança para o pecador, para o cansado, para o doente, para todo aquele que crê nele de verdade. O mundo só não é pior porque Jesus nasceu e cumpriu a vontade de Deus. Nasceu e permanece com todos aqueles que o confessam como Senhor. A sua permanência conosco é a razão da nossa constante felicidade e a motivação para vivermos com alegria e em comunhão uns com os outros. Rev. Alcimar Dantas Dias
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
TRAZIDOS PELO PAI
Murmuração é o falatório maldoso, o rumor sem fundamento, a tentativa de denegrir a imagem de alguém. Os Judeus murmuravam contra Jesus em conseqüência da rejeição a Ele. Para os judeus Jesus era alguém que não sabia o que estava falando. Era um megalomaníaco, alguém com o complexo de grandeza que estava falando uma besteira ao dizer que desceu do céu.
Os judeus não viam em Jesus o seu lado divino e ficaram ofendidos porque Ele disse ter descido do céu. A murmuração foi resultado da incredulidade deles. A incredulidade e falta de reconhecimento da divindade de Cristo levou os judeus a murmurarem contra ele. Os judeus viam somente o Jesus humano e terreno de origem conhecida, filho de José e Maria. O materialismo e a visão terrena impede o homem de enxergar o lado espiritual da vida. Tais coisas levam os homens a murmurarem contra Deus. A murmuração é um reflexo de ingratidão e insatisfação com algo.
O Senhor Jesus os repreende para não murmurarem a respeito da sua identidade. Ele continua o seu discurso falando como filho de Deus, como aquele que desceu do céu e é divino. Continua falando com autoridade. Jesus mostra conhecimento das Sagradas Escrituras e se impõe como o Filho de Deus , falando abertamente e de forma muito clara para todos, sobre si mesmo e sobre a necessidade que os homens tem de crer nele e conhecê-lo, sendo isto uma condição sine qua non para apropriação da vida eterna.
No v. 44 o Senhor Jesus deixa claro que “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” Fica claro e certo que se o Pai não trouxer o homem a Cristo, ele não poderá vir por si só. Conclui-se que quando vimos a Cristo para crer nele como enviado de Deus, devemos agradecer ao pai que nos trouxe, abriu nossos olhos e nos concedeu a graça de crer nele e o reconhecer como Senhor e Salvador.
Alcimarterça-feira, 16 de novembro de 2010
A VERDADEIRA MOTIVAÇÃO DO DISCÍPULO DE CRISTO
“E, achando-o no outro lado do mar, disseram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui? Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.” (Jo 6.25 a 27)
Cristo não responde à questão colocada, a qual sugere a idéia de que o mesmo chegou ao outro lado do mar através de mais um milagre. Mas, ao contrário, ele repreende a todos porque ainda não estavam familiarizados com a razão verdadeira e apropriada do que ele fez, e continuavam procurando a Cristo por causa dos milagres e não por causa do próprio Cristo. Estavam buscando a Cristo por causa da barriga e não por causa dos milagres. E se olhavam para os milagres, olhavam para os milagres apenas, mas não estavam interessados no autor dos milagres.
O Evangelista já nos dissera que eles eram animados pelos milagres para seguir a Cristo. Mas porque se utilizaram dos milagres para um propósito impróprio, passaram a ter maior atenção para a barriga do que para os milagres. Ou seja, eles não fizeram lucro da obra de Deus como deveriam ter feito, pois a maneira certa de lucrar, teria sido o reconhecimento de Cristo como o Messias de tal forma que pudessem se entregar a Ele e serem ensinados e governados por ele, e, sob sua orientação, aspirar ao reino celestial de Deus. Mas ao contrário, eles esperavam de Cristo apenas que tivessem um viver feliz e à vontade neste mundo, no presente. Estavam alheios ao poder principal de Cristo, e desconheciam a razão mais importante pela qual Cristo foi dado pelo Pai que era poder restaurar-lhes segundo a imagem de Deus, dando-lhes o seu Espírito Santo, e conduzi-los para a vida eterna pela sua justiça.É de grande importância, pois, ver além dos milagres
de Cristo, pois quem fica satisfeito com as conveniências da vida presente e não aspira ao reino de Deus por completo, preocupando-se apenas em ter a barriga cheia, poderá ficar de fora do reino de Deus na eternidade.
Muitas pessoas nos dias atuais, aceitariam facilmente o Evangelho se não houvesse a amargura da cruz, e se não houvesse nehuma exigência de compromisso sério com Deus, mas apenas prazeres carnais, prosperidade e liberdade para cada um fazer o que bem entendesse. Infelizmente observa-se que muitos que fazem uma profissão de fé cristã, o fazem para que possam viver com mais alegria e com menos restrições. Alguns o fazem pela expectativa do lucro pessoal e da promoção, outros fazem por causa do medo de irem para o inferno, e outros ainda o fazem somente porque desejam agradar a familiares ou amigos. Todavia, os verdadeiros discípulos de Cristo professam sua fé em Cristo por causa do amor a Cristo e seguem a Cristo por causa do próprio Cristo, entendendo que o ponto principal da caminhada cristã é desprezar o mundo e buscar o Reino de Deus e a sua justiça.(Mt 6.33)
Além disso, é possível que muitos se convençam a si mesmos de que estão buscando a Cristo da melhor maneira quando não estão e assim subestimam o poder de Deus como se Ele não fosse Onisciente. Por causa disso Cristo diz “em verdade, em verdade” de forma repetida como um juramento seu de que pretende trazer à luz os vícios que se escondem por trás da hipocrisia.(commentary on the gospel according to john by john Calvin) Traduzido pelo Rev. Alcimar Dantas
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